
"O futuro do MERCOSUL está ameaçado"
O Mercosul, como é conhecido o Mercado Comum do Sul, é um acordo de união aduaneira entre quatro países: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. E tendo a Venesuela que espera a aprovação, por conseso, de cada país menbro. Desde sua criação, há 18 anos, o MERCOSUL é sustentado pelas relações comerciais entre Brasil e Argentina. Relação essa, que até então correspondia a um “casamento perfeito”. São as duas maiores economias do bloco e firmaram grandes acordos. Porém como em todo “casamento” existem crises, e no caso desta, ameaça o bom funcionamento do MERCOSUL, e fere os princípios dssa parceria.
Nesse primeiro trimestre de 2009, a Argentina passou de segundo para terceiro destino dos produtos Brasileiro, fincando atrás da china e EUA. No balanço geral de 2009, o Brasil perdeu 36,2% de seu espaço com o comércio vizinho. Alguns analistas acreditam que essa situação se dá pela atual crise que o mundo está passando e pelo descaso com que a atual presidente da Argentina Cristina Kirchner tem com o MERCOSUL ao erguer tantas barreiras comerciais. Em contra partida, deve-se levar em consideração as questões que a Argentina está passando por sérias dificuldades para conseguir credito e que a moeda Brasileira, o Real, está muito valorizada, assim tornado o produto brasileiro mais caro e menos competitivo.
O Brasil também está com sérios problemas na fronteira com a Argentina. Os embarques de calçados na fronteira estão demorando em média 150 dias. Mesmo com a determinação da Organização Mundial do Comércio (OMC) que estipulou que as licenças sejam dadas em até dois meses. A Argentina disse que só liberaria as licenças para o Brasil na data estipulada se o Brasil limitasse suas exportações em 15 milhões de pares de sapatos, até 2011.
Não só os sapatos estão com problemas com as barreiras, como outros setores da economia enfrentam o mesmo problema. O que mais me chocou, e parece até uma brincadeira, é o exemplo do setor têxtil. Que nesse caso os argentinos esperam “a moda passar” para autorizarem a entrada de nossos caminhões. Tem cabimento? Sinceramente ao escrever essa situação me foge um sorriso irônico, porém lembro-me do prejuízo que essas indústrias estão sofrendo.
É perceptível a dificuldade que a Argentina passa diante dessa crise, porém suas medidas protecionistas para fortalecer seu mercado interno, ferem os princípios de seu bloco. A grande pergunta é: Qual será o destino do MERCOSUL?
Autor: Cristiano F. Sales





